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11 de fevereiro: Mulheres e meninas impulsionam a ciência e a inovação na África

  • Foto do escritor: Márcia Oliveira
    Márcia Oliveira
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência chama atenção para um tema urgente e transformador: a presença feminina nas áreas científicas, tecnológicas e educacionais. Na África, essa pauta ganha contornos ainda mais potentes, pois mulheres e meninas têm sido protagonistas de avanços científicos mesmo diante de desafios estruturais, sociais e econômicos.


Ao longo do continente, cientistas africanas atuam em frentes decisivas como saúde pública, biotecnologia, inteligência artificial, agricultura sustentável, engenharia e educação. Seu trabalho impacta diretamente a vida de milhões de pessoas, seja no desenvolvimento de vacinas, no combate a doenças endêmicas, na inovação agrícola ou na criação de soluções tecnológicas adaptadas às realidades locais.




Um exemplo simbólico é o de Wangari Maathai, cientista e ativista queniana que uniu ciência, meio ambiente e direitos humanos, tornando-se a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz. Seu legado segue inspirando gerações a enxergar a ciência como ferramenta de transformação social.




Outro exemplo, Marie Maynard Daly - Bioquímica afro-americana, filha de pais de origem africana. Foi a primeira mulher negra a obter um PhD em Química e teve papel fundamental em pesquisas sobre doenças cardíacas.


E mais, Francisca Nneka Okeke - Física nigeriana reconhecida internacionalmente por seus estudos sobre clima espacial e seus impactos em comunicações e tecnologia.


Quarraisha Abdool Karim - Epidemiologista sul-africana, referência mundial em pesquisas sobre HIV/AIDS, com foco na saúde de mulheres e meninas.


Apesar dos avanços, o caminho ainda é desigual. Meninas africanas enfrentam barreiras de acesso à educação científica, falta de incentivo, estereótipos de gênero e, em algumas regiões, limitações básicas de infraestrutura escolar. Ainda assim, iniciativas locais e internacionais têm ampliado o acesso ao ensino de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), criando redes de apoio, bolsas de estudo e programas de mentoria liderados por mulheres.


Celebrar essa data é também reforçar uma mensagem clara: investir em mulheres e meninas na ciência é investir no futuro da África. Quando elas têm acesso à educação, tecnologia e oportunidades, o impacto se espalha por comunidades inteiras, fortalecendo economias, promovendo inovação e reduzindo desigualdades.


O 11 de fevereiro não é apenas uma comemoração, mas um convite à ação. Valorizar, divulgar e apoiar o trabalho das cientistas africanas é reconhecer que o conhecimento não tem gênero — e que o desenvolvimento do continente passa, necessariamente, pelas mãos e mentes de suas mulheres.





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