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Novo réptil fóssil reforça antiga conexão entre Brasil e África

  • Foto do escritor: Márcia Oliveira
    Márcia Oliveira
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

A descoberta de um novo réptil fóssil no Brasil voltou a chamar a atenção da comunidade científica para a profunda ligação geológica e biológica entre a América do Sul e a África. O exemplar foi identificado a partir de fósseis encontrados em território brasileiro e apresenta características anatômicas muito semelhantes às de espécies já registradas em regiões africanas, reforçando evidências de que ambos os continentes já estiveram unidos no passado.

Segundo os pesquisadores, o fóssil pertence a um grupo de répteis que viveu há dezenas de milhões de anos, quando Brasil e África integravam o supercontinente Gondwana. Naquele período, a fauna circulava livremente entre as áreas hoje separadas pelo oceano Atlântico, o que explica a semelhança entre espécies encontradas em lados opostos do oceano.

O achado foi feito em uma região conhecida pela riqueza paleontológica, a Bacia do Araripe, localizada no Nordeste brasileiro. Essa área é considerada uma das mais importantes do mundo para o estudo da vida pré-histórica, especialmente do período Cretáceo, por preservar fósseis em excelente estado de conservação.

Para os cientistas, o novo réptil amplia a compreensão sobre a diversidade da fauna que habitava Gondwana e oferece mais dados sobre como ocorreu a separação entre os continentes sul-americano e africano. Além disso, a descoberta reforça o papel do Brasil e da África como territórios-chave para entender a história evolutiva dos répteis e os processos que moldaram a biodiversidade atual.

Mais do que um achado isolado, o fóssil se soma a outras descobertas que mostram que a história natural do planeta é compartilhada entre continentes hoje distantes, mas que já estiveram profundamente conectados — uma conexão escrita nas rochas e nos fósseis que continuam sendo revelados.


FONTE: SAIBA MAIS



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