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Mudança climática intensifica chuvas em 40% e agrava tragédia que deixou mais de 200 mortos na África

  • Foto do escritor: Márcia Oliveira
    Márcia Oliveira
  • há 17 minutos
  • 1 min de leitura

A intensificação das chuvas que atingiram países do sul da África e causaram a morte de mais de 200 pessoas tem relação direta com a mudança climática provocada pela ação humana. É o que aponta um estudo internacional de atribuição climática citado pela reportagem da Folha de S.Paulo.


Segundo os pesquisadores, o aquecimento global aumentou em cerca de 40% a intensidade das precipitações registradas na região, tornando o evento muito mais severo do que seria em um clima sem interferência humana. As chuvas extremas provocaram enchentes, deslizamentos de terra, destruição de casas, perdas agrícolas e o deslocamento de milhares de pessoas, especialmente em países com infraestrutura mais vulnerável.


O estudo destaca que o fenômeno ocorreu em um contexto de combinação entre fatores naturais, como a atuação do La Niña, e o aumento da temperatura média global, que eleva a capacidade da atmosfera de reter umidade e, consequentemente, gerar chuvas mais intensas em curtos períodos.


Especialistas ouvidos na reportagem alertam que eventos desse tipo tendem a se tornar mais frequentes e destrutivos se as emissões de gases de efeito estufa continuarem elevadas. Eles também ressaltam que regiões que menos contribuíram para o aquecimento global estão entre as mais afetadas pelos impactos climáticos, o que reforça o debate sobre responsabilidade climática e adaptação em países em desenvolvimento.


A tragédia evidencia como a mudança climática já não é um risco futuro, mas um fator presente que agrava desastres naturais, amplia crises humanitárias e desafia a capacidade de resposta de governos e comunidades.



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