top of page

Feliz 2976: povo amazigh do Norte da África celebra a chegada do Ano-Novo

  • Foto do escritor: Márcia Oliveira
    Márcia Oliveira
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

FOTO: O GLOBO
FOTO: O GLOBO

O povo amazigh, originário do Norte da África, celebra neste mês a chegada do ano 2976 de seu calendário tradicional. A data marca o Yennayer, o Ano-Novo amazigh, uma das celebrações culturais mais antigas ainda em prática na região, com raízes que remontam a cerca de três mil anos.

A festividade é celebrada em países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e também em comunidades amazigh espalhadas pela diáspora africana e europeia.


O que é o Yennayer

O calendário amazigh tem início simbólico no ano 950 a.C., associado à ascensão do rei amazigh Sheshonq I ao trono do Egito, um marco histórico que reforça a presença amazigh na formação das civilizações do Norte da África.

O Yennayer está profundamente ligado aos ciclos agrícolas, à relação com a terra e à renovação da vida. Mais do que uma virada de ano, o momento simboliza prosperidade, continuidade e identidade coletiva.

Tradições e celebrações

As comemorações incluem:

  • refeições tradicionais preparadas em família

  • distribuição simbólica de grãos e alimentos

  • músicas, danças e trajes típicos

  • rituais de proteção e pedidos de fartura para o novo ciclo

Em muitas regiões, crianças ocupam papel central nas celebrações, representando renovação e esperança.


Reconhecimento cultural e político

Nos últimos anos, o Yennayer passou a receber maior reconhecimento institucional. Na Argélia, por exemplo, o Ano-Novo amazigh tornou-se feriado nacional, reforçando a valorização oficial da identidade amazigh após décadas de marginalização cultural.

Esse reconhecimento integra um movimento mais amplo de afirmação das línguas, símbolos e tradições amazigh, especialmente a língua tamazight, hoje reconhecida constitucionalmente em alguns países do Norte da África.


Identidade e diversidade africana

A celebração do ano 2976 evidencia a profunda diversidade histórica e cultural da África, lembrando que o continente abriga múltiplos calendários, cosmovisões e formas de organizar o tempo.

Mais do que uma data festiva, o Yennayer é um ato de memória, resistência cultural e valorização de uma identidade que atravessa séculos e permanece viva no cotidiano de milhões de pessoas.

Celebrar o Ano-Novo amazigh é, também, reconhecer a África como um espaço de civilizações antigas, culturas resilientes e histórias que seguem moldando o presente.



FONTE/SAIBA MAIS:


Comentários


bottom of page