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Cidade brasileira de João Pessoa está mais próxima da África do que de Porto Alegre.

  • Foto do escritor: Márcia Oliveira
    Márcia Oliveira
  • há 2 dias
  • 1 min de leitura



A geografia do Brasil guarda curiosidades pouco conhecidas do grande público. Uma delas é que a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, está geograficamente mais próxima do continente africano do que de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.


Localizada no ponto mais oriental do território brasileiro, Natal encontra-se a cerca de 2.900 quilômetros da costa africana, na região do Golfo da Guiné. Já a distância até Porto Alegre ultrapassa 3.000 quilômetros, evidenciando como o Brasil se projeta para o Atlântico e se aproxima fisicamente da África. A Ponta do Seixas em João Pessoa é a região mais a leste do Brasil, há 2.880 km de Guiné Bissau, da ilha de Unhocomo.


Essa posição estratégica não é apenas um dado curioso. Historicamente, o Nordeste brasileiro foi um dos principais pontos de ligação entre a América do Sul e a África, especialmente durante os séculos de navegação atlântica. A proximidade geográfica facilitou rotas marítimas, trocas comerciais, fluxos culturais e conexões humanas que ajudaram a moldar a história do país.


Do ponto de vista geológico, Brasil e África já estiveram unidos há milhões de anos, quando faziam parte do supercontinente Gondwana. A separação gradual das placas tectônicas deu origem ao oceano Atlântico Sul, mas manteve evidências claras dessa antiga ligação, perceptíveis tanto na geografia quanto em semelhanças culturais e naturais entre as duas margens.


Hoje, o dado reforça a importância de olhar para a África não como um espaço distante, mas como um continente historicamente conectado ao Brasil — por caminhos que passam pela ciência, pela história, pela cultura e também pela geografia.



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